VÍDEO: Delegado que prendeu ex-prefeito de Tapera agora comanda a PF no Brasil




 O novo diretor-geral da Polícia Federal (PF), delegado Rolando Alexandre de Souza, pode até ser uma pessoa desconhecida para a maioria dos brasileiros, mas, para alguns políticos de Alagoas é uma pessoa que querem a maior distância.

Rolando foi superintendente da PF de Alagoas até novembro do ano passado, quando comandou pessoalmente diversas operações que levaram para a cadeia quadrilhas formadas por servidores públicos e políticos acusados de desviarem dinheiro público.

E foi justamente o novo diretor-geral da PF, nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro, que deu carta branca as equipes da PF que investigaram e prenderam em setembro passado uma quadrilha liderada pelo ex-prefeito da cidade de São José da Tapera, Sertão do Estado. Jarbas Ricardo é acusado de desviar da Prefeitura de Tapera o valor de R$ 5.476.785,42. O dinheiro é parte dos R$ 32.890.000,00 creditados na conta da Prefeitura a título de pagamento do precatório do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF).

As investigações comprovaram que a ação criminosa aconteceu no tempo recorde de 13 a 30 de dezembro de 2016, quando Jarbas ainda era prefeito.

Amigo pessoal do governador Renan Filho, o ex-prefeito Jarbas, que divide o MDB com Renanzinho – para os mais próximos – admite a intranquilidade pela ameaça de voltar para a prisão.

O indiciado, que é mantido no cargo comissionado de diretor-financeiro da Imprensa Oficial Companhia de Edição, Impressão e Publicação de Alagoas (Cepal) pelo governador, com um salário bruto de R$ 8.171,85, mais as vantagens, tem confidenciado para alguns poucos parentes que a nomeação de Rolando Alexandre para o cargo de maior representatividade na PF lhe faz temer que as palavras do delegado Everton Manso – que presidiu o inquérito da “Operação Casa Abandonada” – se tornem realidade.

Em entrevista à TV Gazeta, o delegado, que se disse surpreso com a audácia dos acusados, antecipou que as investigações também podem levar outros participantes do esquema criminoso para a prisão ou seja, existe sim a possibilidade da “Casa Abandonada II”.

“… na verdade esse dinheiro é recurso do precatório do FUNDEF que foi depositado no município de São José da Tapera em torno de R$ 32 milhões e aí num curto período de tempo, por exemplo, no dia 13 de dezembro de 2016 esse dinheiro foi depositado na conta da Prefeitura no Banco do Brasil e até o dia 30 de dezembro eles já tinham feito o pagamento a 10 empresas por supostamente obras e serviços prestados naquele período ou seja, em 17 dias a Prefeitura teria feito um processo licitatório, homologação do processo, a execução dos contratados, a execução do contrato e ainda efetuado o pagamento. É uma eficiência aí que a gente nunca viu em lugar nenhum do serviço público” disse o delegado Everton Manso.

Em outro trecho da entrevista Everton Manso confirmou a possível nova operação.

“Teve vasta quantidade de material apreendido. Teve muitos documentos, computadores, telefones celulares e esse material todo será submetido a perícia e vai ser analisado e a partir daí a gente vai constituir novas provas, buscar indícios de outras fraudes em outros processos que não foram objeto dessa investigação ainda e também da participação de possíveis outras pessoas”, concluiu o delegado que agora ocupa uma outra função da hierarquia da PF, função esta elementar para a sequência da operação em Alagoas.

ASSISTA ABAIXO a entrevista do delegado Everton Manso, da PF, a TV Gazeta de Alagoas

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Source: Correio Notícia


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