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Prefeito de Olho D'água das Flores é suspeito de comandar fraude em licitação




Foto: Divulgação/Google Imagens

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A novela continua. E assim se estende a denúncia agora transformada pelo Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE-AL) em Inquérito Civil, envolvendo 16 prefeituras de Alagoas, que teriam participado de um milionário esquema de combinação de preços e adulteração de documentação montado por gestores do Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos (CIGRES/Bacia Leiteira).

O caso foi destaque neste fim de semana no blog do jornalista Edvaldo Junior, no portal da Gazeta Web. Segundo a publicação, a denúncia foi formalizada pelos proprietários da Mega Mak, uma empresa especializada em terraplanagem, construção e transporte localizada na cidade de Rio Formoso, no estado de Pernambuco, que teria sido “prejudicada” no tramite da licitação para operar o aterro sanitário que atende os município alagoanos de Olho D’áÁgua das Flores, Batalha, Belo Monte, Cacimbinhas, Carneiros, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Major Izidoro, Maravilha, Monteirópolis, Olivença, Palestina, Pão de Açúcar, Santana do Ipanema, São José da Tapera e Senador Rui Palmeira.

Conforme a denúncia, o prefeito de Olho d’Água das Flores, Carlos André Paes Barreto dos Anjos, o Nem, na condição de presidente do Cigres, em comum acordo com o pregoeiro Hugo Feitoza, montaram a trama para beneficiar a Opas Aterro Sanitário, que já operava no Cigres através de dispensa de licitação anteriormente ao processo licitatório em 2017. A “construção” da fraude levou os organizadores da licitação a aceitarem a participação de duas empresas (Moura e Lima Ltda e Epcon Engenharia) no processo, sendo descoberto que tais empresas não trabalham no ramo de aterro sanitário.

Enfatiza-se ainda que o prefeito Carlos André é candidato à reeleição e o aterro é localizado na zona rural de Olho D’água das Flores. O suposto esquema de fraudes envolveria também outros prefeitos alagoanos, alguns secretários, auxiliares e amigos.

O jornalista destaca ainda que apesar dos proprietários da Mega Mak terem feito diversas representações contra a licitação, tanto no MPE quanto na Câmara de Vereadores de Olho D’água das Flores, estranhamente a investigação não foi aberta no município e somente quando o fato foi formalizado na 2ª Promotoria de Justiça de Santana do Ipanema, um dos municípios que integram o Cigres.

Inicialmente o promotor de Justiça Dênis Guimarães de Oliveira abriu um procedimento preparatório, que, após seis meses, diante da falta de informações das prefeituras participantes do consórcio, evoluiu para um Inquérito Civil, informou o blog do jornalista. (leia a denúncia)

O prefeito Nem é um velho conhecido do MPE. Em 2009 uma investigação do órgão ministerial levou para a cadeia a mulher dele, Ana Claudia Gomes Carvalho, que na época era secretária de Ação Social. Ela, o secretário de finanças, o procurador do município e outras quatro pessoas foram acusadas de desvio de verbas públicas e fraudes em licitações.

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Source: Correio Notícia


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