Prefeita de Palestina humilha população e deixa doentes sem medicamentos

Em seu último mandado como prefeita de Palestina, cidade do Sertão de Alagoas, Eliane Silva Lisboa, dificilmente deixará saudades.

Lane Cabudo, como é conhecida, é acusada pela população de ter abandonado o município, após ser denunciada por ter concedido reajuste salarial de forma isolado e acima dos limites financeiros do município para parentes e amigos que povoam a folha de pagamento da prefeitura.

LEIA AQUI   Prefeita de Palestina será investigada pelo MPE por suposto desvio de dinheiro

LEIA AQUI   Humilhado pela prefeita, presidente da Câmara de Palestina apoia Júnior Alcântara

Eleita para seu segundo mandato com 1.869 votos, um voto de diferença para o segundo colocado, Lane Cabudo teria se ocupado nos dois anos de governo em desativar serviços e ordenar demolições de todas as obras realizadas por seus antecessores.

Embora os desmandos e a falta de explicações da prefeita sejam as marcas de seu governo, os quase oito anos de administração passaram em ‘branco’ para a maioria dos vereadores da Câmara Municipal.

Uma das vozes contraria é Petronila da Vila (MDB), que tem denunciado o caos na saúde pública de Palestina, principalmente no Povoado Vila Santo Antônio. Lá, quem procura o único posto de saúde se frustra.

A mais de um ano a unidade de saúde só tem um médico para atender a população, a farmácia e a sala de vacinação foram fechados por determinação da prefeita e os medicamentos básicos não existem.

“A insulina (medicamento para diabetes, necessário para controlar a glicose no sangue) está faltando desde o ano passado. As pessoas são obrigadas a pagarem mototaxis, irem de carona ou em animais até o Centro de Palestina na tentativa de conseguirem o medicamento. É muito longe e o sol é muito forte. A maioria dos dependentes da insulina são pessoas idosas e humildes. Não tem dinheiro. É desumano”, afirma a vereadora.

A política também denunciou as precárias condições de trabalho da unidade médica.

“Nem copo existe para os funcionários tomarem água. Pacientes e servidores dividem o mesmo copo de extrato de tomate. Antes, haviam médicos de várias especialidades. Hoje só tem um médico e ele pouco tem o que fazer diante das condições”, afirma Petronila.

Let’s block ads! (Why?)

Source: Correio Notícia


No Banner to display


No Banner to display