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Depois de dois meses de investigações, agentes da Polícia Civil prenderam uma organização criminosa composta por estrangeiros acusados de praticar o crime de agiotagem em diversos pontos do Estado de Alagoas, além de evasão de divisas, crimes tributários e aliciamento de estrangeiros para trabalhar na informalidade. Os sete integrantes foram presos nos bairros de Ponta Verde, Farol, Osman Loureiro e em São Miguel dos Campos.

 

 

 

 

 

 

As informações sobre a Operação Usura foram passadas à imprensa na tarde desta terça-feira, dia 13, em coletiva na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Até o momento se encontram detidos José Leonidas Giraldo Osório, Janeth Campo Rivera e Julian Andres Zambranco Campo, presos na Ponta Verde; Luis Alberto Vasco Giraldo, no Osman Loureiro; Edwin Alfonso Medina Altamar e Sandra Del Pilar Dominguez Sanchez presos em São Miguel e Vladimir Hurtado Orejuela, preso no bairro do Farol.

Funções

Segundo as investigações José Leonidas e sua esposa, Janeth Rivera, ambos naturais de Cáli – Colômbia, seriam os líderes da organização e estão em Alagoas desde 2014. O casal teria comprado uma rota de outro colombiano que agia na região do Jacintinho, onde expandiram as atividades também para os bairros de Trapiche e Ponta Grossa. O casal também atuava nas cidades de São Miguel dos Campos, Teotônio Vilela, Campo Alegre e Maribondo.

Luis Alberto, sobrinho de Leonidas e Julian Campo, sobrinho de Janeth além de Edwin Medina, Sandra del Pilar e Vladimir Orejuela tinham a função de recrutar clientes, emprestar dinheiro e cobrar.

As investigações apontam que Leonidas possui um sócio na Colômbia conhecido como Jorge, cujo filho seria o líder de uma orcrim que atua na Paraíba.

Com a organização foram apreendidas seis planilhas de serviços, estratos bancários de três agências, seis motos, dois notebooks, três cadernetas com diversas anotações, um pendrive, diversos cartões de crédito e cerca de R$2.500 em espécie.

Denúncias

A polícia chegou até os acusados após moradores de um prédio classe média alta no bairro de Ponta Verde perceberam grande movimento de motos e perceber grande movimento dos moradores de um determinado apartamento. Os suspeitos sempre estavam com mochilas e não passavam muito tempo no imóvel, o que reforçou as suspeitas.

No decorrer das investigações foram feitas algumas vigilâncias quando se constatou tratar-se de uma organização criminosa.

Operações

A polícia identificou que os líderes trazem as quantias de dinheiro para fazerem uso em agiotagem onde também são criadas rotas dentro da cidade e também em algumas cidades do interior. Cada rota criada tem uma pessoa que fica responsável por fazer os empréstimos e cobranças das quantias emprestadas.

Os integrantes possuem geralmente, motos além de computadores e aparelhos celulares, todos financiados pela organização criminosa, que também arca com os custos dos aluguéis dos imóveis.

Os membros da orcrim, neste caso todos colombianos, fazem as remessas através da empresa Mundial Exchange, burlando assim a lei utilizando CPF de terceiros, informou a polícia.

Em Alagoas a organização agia preferencialmente junto a pequenos empresários, vendedores ambulantes, taxistas, bares, oficinas mecânicas e lava-jatos.