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Longe da depressão e religioso, Thiago Ribeiro quer ser titular do Santos

Quando Dorival Júnior comunicou a diretoria santista que gostaria de contar com Thiago Ribeiro no seu elenco, os próprios dirigentes do clube estranharam a indicação do técnico. O Santos estava preparado para negociar o jogador, usá-lo como moeda de troca ou emprestá-lo novamente para outra equipe. Mas, Dorival se mostrou convicto, independente da reprovação da maior parte dos torcedores santistas, outra ala do clube que não compreendeu os motivos para tal escolha.

‘No sapatinho’, Thiago Ribeiro voltou ao Santos depois de passar o último um ano e meio entre Atlético-MG e Bahia e, em pouco tempo, começou a mudar parte das opiniões antes contrários ao seu aproveitamento.

Empenhado nos treinamentos, o atleta de 30 anos ganhou oportunidade no amistoso diante dos marroquinos do Kenitra e na estreia da equipe no Campeonato Paulista, frente ao Linense. Foram cerca de 20 minutos apenas somando as duas apresentações, mas o bastante para marcar dois gols e provar que está totalmente recuperado da depressão que o atingiu de forma inesperada e colocou sua carreira em risco.

“Eu não falava desse assunto abertamente, porque é muito delicado. Quando saí do Santos, em abril, maio de 2015, eu já estava numa situação complica, mas estava bem melhor do que em outubro de 2014, quando tudo começou. E no Atlético até consegui fazer uma temporada razoável, com gols. Mas eu entrava em campo e não sentia disposição. Muito complicado. Até eu não sabia o que estava acontecendo. Mas, busquei forças em Deus, confiei, tive fé e consegui superar tudo isso”, explicou, ao Sportv, Thiago Ribeiro, sem qualquer vergonha ou receio de expor um problema tão comum entre os brasileiros, mas que ainda esbarra em tabus.

“Eu sempre fui um jogador muito agudo, de partir em velocidade nas costas do zagueiro. Eu perdi totalmente a força, a força física, a resistência que eu tinha. E hoje a parte física conta muito. Você pode ter a técnica, mas se fisicamente você não estiver bem, você não consegue jogar. Me apeguei muito a Deus e sabia que assim eu conseguiria superar. E foi isso que aconteceu”, completou.

Mais apegado a religião e com dificuldade para tirar o sorriso do rosto, Thiago Ribeiro transparece a alegria interna que conta sentir. Sua recuperação não é da boca para fora e o campo também tem servido para provar o que suas palavras tentam explicar, até mesmo para que o torcedor do Peixe considere uma atuação aquém do esperado nos últimos meses antes de sua despedida do clube.

“Recuperei a alegria de viver, de jogar futebol. Estou feliz de poder jogar de novo em alto nível, sei do meu potencial, quero entrar em campo e demonstrar que não quero só fazer parte do elenco. Quero brigar por um lugar entre os 11, porque sei que tenho potencial para isso. Então, é trabalhar, se tiver cinco minutos para entrar, vou entrar. Estou muito feliz com essa volta”.

A titularidade, aliás, claramente é a maior motivação de Thiago Ribeiro no momento. Sempre que questionado o jogador entra no tema e deixa claro a sua determinação em desbancar a concorrência do colombiano Jonathan Copete, uma das principais estrelas da equipe de Dorival Júnior. A empolgação pelos primeiros jogos nesse retorno ao Santos lhe dá a convicção de que ser titular não é uma realidade muito distante.

“Eu não poderia imaginar um recomeço melhor que esse. Entrar no amistoso e fazer gol. Entrar hoje e fazer gol. Agradeço a Deus, às pessoas, ao Dorival, que apostou em mim. Isso é só o começo da temporada. Tenho muito a crescer ainda, mostrar que tenho potencial para brigar com todos. Meu objetivo é passo a passo, mostrar jogo a jogo, para buscar meu espaço entra os 11, e deixar a dúvida para o Dorival”, avisou, à Rádio Globo, minimizando o fato de ter de superar um atleta consolidado e em alta no clube.

“Para mim não é uma novidade ter de brigar por uma posição com vários jogadores de qualidade e, graças a Deus, eu sempre consegui um lugar no time. O segredo é fazer o que venho fazendo. Se tiver cinco minutos, entra e faz o máximo. Graças a Deus eu entrei ali e sobrou a bola para eu fazer o gol. Isso conta muito ponto. Você tem que procurar algo diferente, e quando consegue um lugar no time, tem que se empenhar, porque outro vai entrar e você vai perder espaço. Isso é bom para o Santos”, concluiu.

GAZETA ESPORTIVA


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