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Ensino integral fortalece aprendizagem e ajuda estudantes a serem aprovados no Enem

Desde 2015, o ensino integral traz um novo olhar para o nível médio da rede estadual alagoana. Os alunos inseridos nesta modalidade contam com uma jornada ampliada de estudos e um maior leque de aprendizagens e projetos que expandem o seu conhecimento.

 

Nesse contexto, os alunos encontraram o apoio para realizar um sonho: a aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a conquista de vagas em cursos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e demais faculdades e universidades.

 

Pioneira na oferta desta modalidade, a Escola Estadual Marcos Antônio, no complexo Benedito Bentes, comemora os resultados do Enem 2017, com alunos aprovados em cursos como Engenharia de Energia Renováveis, Relações Públicas, Meteorologia, Agronomia. O primeiro lugar de Psicologia também é da escola.

 

Para a diretora-geral, Adenilma Brandão, o principal diferencial do ensino em tempo integral é a oportunidade de os professores acompanharem de perto as dúvidas de cada aluno.

 

“Além de aulões aos sábados, os alunos podiam ser acompanhados de perto pelos professores e tirar dúvidas por meio do estudo orientado. Isso fez diferença na aprovação”, avaliou a gestora.

 

Ambiente favorável

 

Primeiro lugar em Psicologia, a estudante Laura Feliciano saiu de uma escola particular para cursar o ensino médio na Escola Marcos Antônio. Segundo ela, as boas indicações e o ensino em regime integral influenciaram sua família a matriculá-la na rede estadual. “O apoio dos professores daqui foi essencial na minha aprovação”, afirmou.

 

(Fotos: Valdir Rocha)

 

Seus pais, Roberto Vasconcelos e Nadeje Feliciano, também são só elogios à instituição. “Colocamos nossa filha aqui porque percebemos que era uma escola dedicada aos alunos. Estamos orgulhosos dela”, afirmam.

 

Os alunos Cristian Emanuel Silva, Allyson Rodrigo Silva, Aluísio Baracho e Dayene Maria de Brito foram aprovados, respectivamente, em Psicologia, Agronomia, Engenharia de Energia Renováveis e Meteorologia. Eles ressaltaram que passar onze horas no ambiente escolar foi essencial para a aprovação.

 

“A gente aproveitava o tempo que o ensino integral nos proporcionava para estudar durante o dia. A estrutura da escola também ajudou. Estudamos muito na biblioteca e usamos a internet daqui para acessar sites de exercícios, como os da prova do Enem”, contou o aluno Cristian.

 

Os estudantes também destacaram que o temido tema da redação do Enem 2017 sobre a formação educacional de surdos no Brasil não os assustou. De acordo com eles, o aulão preparatório realizado por meio de parceria entre Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Cesmac e o Clube do Fera, no Cepa, adiantou e discutiu o tema alguns dias antes da prova.

 

Teoria e prática

 

Com 18 alunos aprovados de primeira nas Universidades Federal (Ufal) e Estadual de Alagoas (Uneal), além de diversas faculdades particulares, a Escola José Aprígio Brandão Vilela, de Teotônio Vilela, também é um exemplo de sucesso do ensino integral. Além do conteúdo regular, os alunos enriqueceram seu aprendizado em atividades como os projetos integradores e as disciplinas eletivas.

 

Aprovada em Biomedicina na Unit e na lista de espera de Medicina Veterinária pela Ufal, Maria Eduarda Rosendo diz que o ensino integral teve um importante papel na sua aprovação. “Nas eletivas, nós nos descobrimos. Na minha eletiva de Biologia Interativa descobri a minha paixão pela Biologia”, confessa a garota.

 

Sua colega, Isabel Cristina Lopes, 1º lugar em Biologia na Ufal de Arapiraca (como cotista) e na lista de espera de Nutrição, conta que as aulas teóricas também ajudaram na hora da prova. “Os professores estavam sempre falando do Enem, fizemos muitos simulados. Quando me deparei com a prova, vi que muitas daquelas questões eu tinha visto na escola”, recorda a garota.

 

Aprendizado para a vida

 

Exultante com os resultados dos alunos da instituição, a diretora da EJAV, Leda Regina Santos, fala das vantagens trazidas pela modalidade. “O ensino integral traz aprendizados tanto científicos como para a vida. A decisão da Seduc de implantar esta modalidade na rede estadual de ensino promoveu um resgate e já está dando resultados. Estamos muito felizes com a conquista de nossos alunos; isso é consequência de um trabalho comprometido de toda a equipe”, fala.

 

(Fotos: Valdir Rocha)

 

Os estudantes Remyalisson José Batista, 1º lugar em Geografia (cotista) da Ufal Maceió, e Sílvio Henrique da Silva Pinto, 5º lugar em Matemática na Ufal Arapiraca, como cotista, afirmam que o modelo de ensino integral cria vínculos similares a uma família entre alunos e escola. “Mesmo quando tínhamos aula vaga, fazíamos questão de aula. Somos uma grande família, e todos esperamos voltar um dia como professores”, declaram.

 

A unidade também foi uma família e impulsionou uma transformação na vida de José Alessandro da Silva. O garoto, que vende frutas nas ruas de Teotônio Vilela com o pai Antônio, é aluno do turno noturno da escola e foi aprovado em Matemática na Uneal e está na lista de espera da Ufal. “A escola criou um pré-Enem, que funcionava duas vezes por semana e ajudou muito quem estudava à noite. Sou a segunda pessoa da minha família a chegar a um curso superior e estou muito feliz”, revela o rapaz.

AGÊNCIA ALAGOAS


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