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Corpo de suposto italiano deve ser identificado por exame de arcada dentária ou DNA

O suposto corpo de um italiano permanece como não identificado no Instituto de Medicina Legal Estácio de Lima, em Maceió. O exame de necropapiloscopia realizado na manhã de hoje (07), deu prejudicado diante do estado avançado de decomposição do cadáver.

De acordo com os papiloscopistas Daniel Basto e Alisson Veríssimo responsáveis pela informação técnica, às impressões digitais do cadáver não ofereceram condições técnicas para confronto papiloscópico devido ao estado de esqueletização. Com esse resultado, a partir de agora, o IML adotará as medidas necessárias para os exames de arcada dentária e de DNA.

O chefe especial do IML, perito médico legista Fernando Marcelo, explicou que o procedimento adotado para identificação e liberação de corpos no IML é mesmo para todos os casos. Independente do estado de conservação do cadáver, de sua nacionalidade, naturalidade, sexo, idade e causa da morte.

De acordo com o chefe do IML, o órgão segue o protocolo de identificação de corpos por meio dos exames de necropapiloscopia, odontolegal e DNA. Ele esclareceu que a sequência desses exames é definida por meio da viabilidade técnica para a realização de cada um deles, ou seja, depende das condições em que o corpo foi encontrado, e dos documentos que serão solicitados e apresentados pelos familiares da vítima.

O primeiro passo é o reconhecimento visual e a identificação por meio da apresentação de documentos oficiais com foto e digital, como carteira de identidade, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), carteira de trabalho, ou passaporte. Não sendo possível dessa forma, é realizado o exame de necropapiloscopia, onde se compara as digitais do cadáver com a de um documento oficial.

Dando inviabilidade, o IML realiza o exame de arcada dentária, mas, para isso, a família precisa apresentar uma documentação ortodôntica da suposta vítima para realizar o confronto odontolegal. Em último caso é solicitado o exame de DNA Forense ao Laboratório do Instituto de Criminalística de Alagoas, sendo imprescindível a coleta de material genético de familiares em primeiro grau para comparar com as amostras da vítima.

Fonte: ALAGOAS ALERTA


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