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Atuação do Grupamento Aéreo reforça ações estratégicas da Segurança Pública em Alagoas




Um feixe de luz vindo do céu observa as noites nos bairros e cidades de Alagoas numa rotina de patrulhamento que começou há quatro anos. Durante o dia, policiais, bombeiros, médicos e enfermeiros podem cruzar o espaço aéreo alagoano em salvamento de pessoas enfermas e feridas, atuar em busca de pessoas e veículos desaparecidos, transportar a tropa, ou atuar em perseguições e operações policiais. São fatos diferentes que envolvem as cinco aeronaves da Chefia Especial Aérea da Segurança Pública (Caesp).

As estatísticas da Chefia Aérea mostram que, de janeiro de 2015 até a metade do mês de março deste ano, as aeronaves participaram ativamente de diversas ações de Segurança Pública e seus órgãos integrados. Como resultados, foram feitos 792 voos que auxiliaram prisões, outros 356 que contribuíram para apreensões de armas de fogo e de drogas; as aeronaves também colaboraram na recuperação de 171 veículos e fizeram 768 transportes aeromédicos e resgates.

A denominação Falcão batiza os helicópteros e define as funções principais de cada um. Com destaques para o Falcão 02, que tem farol de busca e faz patrulhamento com voos noturnos; o Falcão 04, com base em Arapiraca para atender todo o Agreste e Sertão alagoano; e o Falcão 05, dotado com equipe e material especializados para transporte aeromédico.

“A população é beneficiada com uma equipe de Grupamento Aéreo composta por 70 pessoas entre policiais militares, bombeiros militares e policiais civis. As aeronaves decolam para atuar em resgate, tanto em terra quanto no mar, busca por cadáver, fazendo transportes aeromédicos, em perseguição policial, busca por pessoas sequestradas e tantas outras missões que forem necessárias”, destaca o major Diego Mendonça, comandante do Grupamento Aéreo.
Socorro

Um desses atendimentos ocorreu no dia 16 de março. Era um sábado propício para a prática de esportes e equipes da modalidade esportiva conhecida por trekking estavam numa área do município de Paripueira quando os participantes foram violentamente atacados por abelhas. O socorro foi acionado e a aeronave da SSP foi enviada para socorrer os feridos.

“Quando o helicóptero chegou, vi que estávamos seguros”, lembra Maxsuel Borges, um dos participantes do esporte. Ele foi um dos picados pelas abelhas e conseguiu concluir a prova. Outros companheiros viveram momentos de terror.
“A cena foi horrível! Houve muita gritaria e uma das participantes estava toda tomada por abelhas quando dois companheiros foram socorrê-la. Um deles é alérgico às picadas e também foi gravemente atacado enquanto a ajudava”, lembra Maxsuel.

O atleta disse que a aeronave fez o socorro e procurou por outras possíveis vítimas. “A equipe foi muito ágil. Chegou em pouco tempo e ainda voou baixo tentando localizar outras pessoas que precisassem de socorro”, lembrou.

O serviço de resgate é feito pela Falcão 05. Um acordo de cooperação técnica com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), via Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) possibilita que Segurança Pública e Samu trabalhem em conjunto. A Sesau cede médicos e enfermeiros e os pilotos e tripulantes socorristas de resgate são cedidos pela SSP.

Além de ocorrências de resgate, busca e salvamento, o transporte aeromédico faz transferência inter-hospitalar de pacientes. O acionamento das aeronaves é feito pelo serviço de emergência do Estado como a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar e Samu.

Transporte de cães

Recentemente, os cães farejadores do Corpo de Bombeiros iniciaram o treinamento para se adaptarem ao transporte aéreo. Segundo o coordenador do Serviço de Cães da corporação, major Roberto Wanderley, a adaptação dos animais é fundamental para que possam ter tranquilidade em ocorrências onde seja preciso utilizar aeronave.

“Como voar de helicóptero é uma situação nova para os cães, se não levarmos com antecedência para conhecerem as aeronaves e se adaptarem, eles não aceitarão entrar na máquina numa ocorrência real, porque o barulho é muito grande. Então, o treinamento é feito fazendo-os subir no helicóptero desligado, depois eles observam de longe a aeronave ligada para irem se acostumando”, explicou.

Os cães precisam conhecer o serviço aéreo porque é a forma mais rápida de chegar a todo o Estado. Os animais são importantes em situações onde seja preciso farejar pessoas desaparecidas em ocorrências de difícil acesso, fatos que exigem rapidez no atendimento e socorro.

“O serviço aéreo é o que chega mais rápido em todos os pontos do Estado. Como ainda não temos cães no Interior, é a melhor forma de levar os cachorros até o local onde eles irão farejar”, concluiu o major.

Fonte: AGÊNCIA ALAGOAS


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