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Aposentados enfrentam longas filas para tentar receber pensões na Grécia PENSAO - 0 Comentários*Enter your name*The entered E-mail is invalid.*2 caracteres no mínimo.Do not change these fields following Ampliar Imagem

Aposentados enfrentam longas filas para tentar receber pensões na Grécia




Pensionistas gregos se acotovelavam em longas filas nesta quinta-feira (2) para tentar entrar em um número limitado de bancos que foram abertos especialmente para pagar benefícios de aposentadoria. A Grécia fechou seus bancos esta semana para evitar uma fuga em massa de dinheiro, diante do impasse de sua dívida internacional.

A cena simboliza a miséria na qual a Grécia afundou e mostra os problemas crescentes que o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, deve enfrentar nos próximos dias, destacou a Reuters. Com os bancos fechados e controles de capital impostos para proteger o sistema financeiro do colapso, a gravidade dos problemas diante do país se torna mais clara a cada dia.

O governo de esquerda de Tsipras subiu ao poder em janeiro prometendo proteger aposentados, e muito do desgaste nas relações com credores internacionais centrava-se em sua recusa em aceitar os cortes em aposentadorias exigidos pelos credores.

Ciente do fato de que muitos gregos mais velhos não usam cartões de crédito ou débito e portanto não têm acesso a caixas automáticos, o governo ordenou que mil bancos abrissem em todo o país para pagar um máximo de 120 euros e emitir cartões.

Porém, com isso criou uma lembrança constrangedora dos custos que o enfrentamento com credores está inflingindo sobre uma sociedade já profundamente afetada por mais de cinco anos de austeridade dura imposta por sucessivos acordos de resgate.

Em um país onde uma em cada quatro pessoas na força de trabalho não tem emprego, o drama dos pensionistas, cujos benefícios mensais muitas vezes podem ser a única fonte de renda para famílias, é uma situação muito sensível.

Aposentados formam fila em frente a banco em Atenas para rebecer pensões, nesta quinta-feira (2) (Foto: Reuters/Yannis Behrakis)Aposentados formam fila em frente a banco em Atenas para rebecer pensões, nesta quinta-feira (2) (Foto: Reuters/Yannis Behrakis)

RESUMO DO CASO:
– A Grécia enfrenta uma forte crise econômica por ter gastado mais do que podia.
– Essa dívida foi financiada por empréstimos do FMI e do resto da Europa
– Nesta terça-feira (30), venceu uma parcela de € 1,6 bilhão da dívida com o FMI. O país depende de recursos da Europa para conseguir fazer o pagamento.
– Os europeus, no entanto, exigem que o país corte gastos e pensões para liberar mais dinheiro. O prazo para renovar essa ajuda também venceu nesta terça-feira
– Nesta terça, o governo grego apresentou uma nova proposta de ajuda ao Eurogrupo
– No final de semana, o primeiro-ministro grego convocou um referendo para domingo (5 de julho). Os gregos serão consultados se concordam com as condições europeias para o empréstimo.
– Como a crise ficou mais grave, os bancos ficarão fechados nesta semana para evitar que os gregos saquem tudo o que têm e quebrem as instituições.
– A Grécia não pagou o FMI e entrou em “default” (situação de calote), o que pode resultar na saída do país da zona do euro.
– A saída não é automática e, se acontecer, pode demorar. Não existe um mecanismo de “expulsão” de um país da Zona do Euro.
– Com o calote, a Grécia pode ser suspensa do Eurogrupo e do conselho do BC europeu.
– A Europa pressiona para que a Grécia aceite as condições e fique na região. Isso porque uma saída pode prejudicar a confiança do mundo na região e na moeda única.
– Para a Grécia, a saída do euro significa retomar o controle sobre sua política monetária (que hoje é “terceirizada” para o BC europeu), o que pode ajudar nas exportações, entre outras coisas, mas também deve fechar o país para a entrada de capital estrangeiro e agravar a crise econômica.

G1


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