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Alagoas esclareceu mais de 99% das mortes violentas ocorridas em 2015

A análise publicada semana passada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre violência no Brasil trouxe informações que colocam Alagoas como o Estado mais transparente na divulgação de dados sobre Crime Violento Letal e Intencional (CVLI). Foi também o que obteve o maior índice de esclarecimento das causas de mortes violentas ocorridas no ano de 2015. De acordo com os dados do Ipea, apenas 0,4% das mortes por causas não naturais ocorridas nesse ano deixou de ser esclarecida.

 

O estudo explica que o conceito de “mortes violentas” é determinado pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10) adotada pelo Brasil em 1996, incluindo acidentes, suicídios, homicídios e mortes decorrentes de intervenção policial.

 

Uma informação que merece atenção está na tabela 8.2 do Atlas que menciona a taxa de mortes violentas por causa indeterminada, por 100 mil habitantes, entre 2005 e 2015. Alagoas mostrou ser um dos mais transparentes na divulgação dos dados e, em 2015, foi o Estado que mais esclareceu e registrou as causas de mortes violentas, com 99,6% dos casos solucionados, a maior taxa entre os Estados e o Distrito Federal.

 

Na avaliação do perito geral do Estado Manuel Melo, a eficiência no esclarecimento das mortes não naturais em Alagoas se deve à qualidade do trabalho desempenhado pelos técnicos que atuam no Estado. “As causas das mortes são determinadas através de necropsia realizada por profissionais com alto nível técnico. São peritos médicos-legistas altamente capacitados e excelentes técnicos forenses, todos com formação superior. As equipes trabalham com muito compromisso”, afirmou o perito geral.

 

Para o secretário de Estado da Segurança Pública, Lima Júnior, o estudo mostrou que as condutas adotadas pelas forças de segurança estão no caminho certo.

 

“Desde 2015 estamos trabalhando em prol de diminuir as taxas de homicídios e criminalidade em geral. Determinar causas de mortes é importante porque ajuda a definir em que ponto temos que trabalhar mais para evitar novos crimes”, explicou Lima Júnior.

 

O Atlas da Violência publicado pelo Ipea avalia as seções centrais que tratam de evolução dos homicídios nas regiões e Unidades Federativas do país entre 2005 e 2015; das taxas de homicídio em localidades com mais de 100 mil habitantes; analisam a letalidade policial, a morte de jovens, negros e mulheres. Os analistas também estudam a relação entre armas de fogo e homicídios e observam a qualidade dos dados sobre mortes por agressão do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

 

O principal destaque para Alagoas no ranking divulgado pelo Ipea foi a queda de 16,6% no número de homicídios registrados entre os anos de 2014 e 2015, maior redução registrada no período em todo o país. No mesmo documento, o Ipea elencou as 30 cidades mais violentas do Brasil, onde, pela primeira vez nas últimas décadas, nenhum município alagoano foi relacionado. Para atestar os dados, os pesquisadores cruzaram as informações do SIM com registros policiais publicados no 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

 

“Isso mostra o grau de compromisso que temos com a verdade, com a vida humana. Nossos registros são baseados em fontes oficiais, são analisados, pesquisados e anunciados”, atesta o capitão Anderson Cabral, do Núcleo de Estatística e Análise Criminal da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AL).

AGÊNCIA ALAGOAS


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