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A última semana de Jesus – Da entrada em Jerusalém até a ressurreição. Parte V




 *Segunda feira santa

Depois de praticar uma ação política planejada no domingo entrando em Jerusalém montado num jumento Jesus vai para uma ação mais radical. “Enfrentar pessoalmente a estrutura do templo em Jerusalém” 

Seus familiares desde o início tinha dúvidas sobre ele. Inclusive da sua sanidade. Imaginemos as perguntas da família: Com trinta anos e ainda não casou? O pai tem uma carpintaria e Ele não deseja continuar com o negócio do pai? Não. Jesus estava convencido da sua missão profética e foi considerado louco por muitos.

“Quando Jesus foi para casa, uma grande multidão se ajuntou de novo, e era tanta gente, que ele e os discípulos não tinham tempo nem para comer. Os parentes de Jesus souberam disso e foram buscá-lo porque algumas pessoas estavam dizendo que ele estava louco.” (Marcos 3.20,21).

Chegou ao ponto de Jesus radicalizar com a família e não dar importância para os laços de sangue.

“Falava ainda Jesus à multidão quando sua mãe e seus irmãos chegaram do lado de fora, querendo falar com ele. Alguém lhe disse: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo”. “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?”, perguntou Ele. E, estendendo a mão para os discípulos, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos! Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. (Mateus 12, 46-50)

Jesus na segunda vai para o templo e lá executa quebradeira derrubando mesas, cadeiras e expulsando seus donos.

“Chegando a Jerusalém, Jesus entrou no templo e ali começou a expulsar os que estavam comprando e vendendo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas e não permitia que ninguém carregasse mercadorias pelo templo. E os ensinava, dizendo: “Não está escrito: “A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”? Mas vocês fizeram dela um covil de ladrões”. (Mateus 21, 12ss). 

VAMOS ISOLAR AS FRASES: “A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”? Mas vocês fizeram dela um covil de ladrões”.

A tradição leu esse texto por muitos anos partindo da perspectiva de que Jesus preocupado com o lugar santo o “templo” foi lá defendê-lo. Nessa perspectiva Jesus é um homem piedoso, devoto e protetor da religião. É uma leitura que em nada tem da pesquisa bíblica, mas de querer enxergar no texto aquilo que não existe nele. Então o que significa essa ação radical de Jesus? Uma ação contra a máquina de exploração do seu povo executado pelo templo em Jerusalém.

No templo Jesus diz um não a todos os seus líderes religiosos corruptos. Manda um recado na prática de que aquilo tem que acabar. Ficam duas perguntas:

A) Por que não foi preso na sua entrada em Jerusalém ao desafiar o império?
B) Como conseguiu escapar ileso da guarda do templo depois de quebrar tudo por lá?
Os textos disponíveis não dão nenhum tipo de pista sobre isso. Alguns estudiosos defendem que ele foi preso no templo depois do que ele fez e morto em seguida e nunca foi levado a Herodes e Pilatos.

Continua…

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Source: Correio Notícia


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